O aluno da Coppe, João Batista Neto, mostra uma unidade de acostamento que pode ser instalado em lugares como porta de escolas e hospitais

 

Tecnologias que farão parte do carro do futuro, incluindo os autônomos, já começam a ser projetadas de forma que possam ser implantadas também em automóveis comuns. De acordo com os especialistas, em breve um dos desafios será garantir a segurança na mobilidade em vias sobre as quais estarão circulando, simultaneamente, veículos autônomos, semiautônomos e comuns. No intuito de responder a esse desafio, pesquisadores do Grupo de Teleinformática e Automação (GTA) da Coppe/UFRJ estão desenvolvendo o Sistema de Posicionamento Cooperativo de Precisão (SPCP), cujo objetivo é promover a comunicação entre veículos.

O sistema, que poderá ser instalado em qualquer veículo, tem inúmeras funções como, por exemplo, alertar ao motorista em relação a riscos iminentes, sugerindo medidas a serem tomadas, a exemplo de reduzir a velocidade para evitar um acidente. Dependendo das características do automóvel, o próprio sistema acionará a frenagem e, em seguida, assumirá o controle do acelerador, só devolvendo o comando ao condutor quando a situação estiver normalizada.

Estruturado pelo aluno de doutorado da Coppe, João Batista Pinto Neto, sob a orientação do professor Luís Henrique Costa, do Programa de Engenharia Elétrica (PEE), o SPCP promove, por meio de redes sem fio, a comunicação entre veículos, incluindo dados sobre a infraestrutura ao longo das vias, de forma a manter o motorista informado sobre a necessidade de redução de velocidade e risco de colisão, em um raio de 1 km. O pacote também antecipa informações sobre “fechamento” de sinais (semáforos), curvas acentuadas, ultrapassagens perigosas, entre outros. As informações são atualizadas a cada décimo de segundo.

 

Sistema brasileiro é uma boa alternativa para carros populares

O professor da Coppe, Luís Henrique, à esquerda, diz que o sistema é uma boa alternativa para os carros mais populares

Por determinação do Departamento de Transportes americano, a partir de 2020, nos EUA, todos os carros terão que sair das montadoras com equipamento para comunicação veicular. Tais equipamentos terão que operar com um mesmo padrão de mensagem que informe localização geográfica, velocidade, altitude e aceleração.

Antecipando a aplicação de novas regras, que em algum momento também terão que ser implementadas no Brasil, o sistema da Coppe foi desenvolvido prevendo o futuro com carros conectados e levando em conta as diferenças de modelos das montadoras automotivas.

O professor Luis Henrique, que coordena o Programa de Engenharia Elétrica da  Coppe, diz que o SPCP é uma boa alternativa para os carros mais populares, principalmente quando tiverem a companhia dos veículos autônomos nas ruas. Segundo o professor da Coppe, para monitorar seu posicionamento e distanciamento, o carro autônomo possui ferramentas avançadas com uso de ultrassom, feixe de laser e sensores, que geram informações precisas.

“Como a maioria da população brasileira não terá, inicialmente, condições financeiras de adquirir um veículo como esse, o

 

nosso Sistema de Posicionamento Cooperativo de Precisão torna-se uma opção bem atrativa. Ele poderá ser instalado em qualquer veículo, gerando informações similares e, caso o veículo autônomo também utilize o sistema, haverá maior redução de risco de acidentes até mesmo para ele, uma vez que todos terão a mesma comunicação, a mesma linguagem” afirma o professor da Coppe.

O equipamento a ser instalado nos carros é denominado unidade de bordo. Ele analisa as circunstâncias na pista de forma que as informações cheguem filtradas no visor da tela, disparando o alerta quando houver risco real de acidente. O monitoramento é feito em relação aos veículos que estão na mesma direção, seja na mesma pista ou na faixa ao lado, e também nos que transitam nas faixas de sentido contrário. “O sistema alertará o motorista sobre riscos que estejam ao seu redor ou daqueles que ele mesmo possa gerar. Ao ameaçar uma ultrapassagem, por exemplo, o alerta poderá disparar caso tenha possibilidade de colisão com um carro que trafegue na faixa ao lado, independente do sentido”, explica João Batista.

 Parte da unidade de bordo que ficará instalada dentro do capô do veículo

Saiba mais sobre o sistema brasileiro

De acordo com o aluno da Coppe, o sistema foi configurado de forma que o proprietário possa alterar alguns itens do veículo como, por exemplo, suas dimensões que podem ser as originais de fábrica ou alteradas como, por exemplo, ao engatar um reboque para transporte de outro veículo ou uma lancha. Estas alterações das dimensões interferem  nos cálculos do sistema para situações de manobra e também nas informações geradas para os outros carros.

“O sistema está apto a fornecer outras informações como condições do tempo, que pode afetar a visibilidade do motorista, pista molhada e até queda de barreiras. Para tanto, é necessário que tenha unidades de acostamentos instaladas ao longo das vias, com acesso à Internet para gerar essas informações” conclui o aluno da Coppe.

Embora utilize o GPS comercial autônomo, o sistema é original por acrescentar geometrias elíptica e esférica, o que dá precisão às informações, independente do risco de o veículo estar na mesma via ou em ruas transversais. “O GPS comercial autônomo comete erro típico de até 10 metros de posicionamento, que não atende a precisão requerida para segurança veicular. Com a introdução das ferramentas que desenvolvemos para o SPCP, a precisão do posicionamento foi aumentada, convergindo para os limites tolerados para aplicações de segurança veicular”, explica João Batista.

 

Os equipamentos que farão parte da infraestrutura são denominados unidades de acostamento. Esses poderão ser acoplados a sinais de trânsito, possibilitando informar o motorista o instante que ele deve iniciar a frenagem para parar o veículo com segurança no cruzamento, caso o sinal esteja fechado. Essa informação é importante principalmente para veículos que estiverem atrás de ônibus e caminhões, que dificultam a visão. Outras unidades de acostamento poderão ser instaladas em curvas para evitar a saída da pista por velocidade excessiva, ou ainda para indicar ao motorista o quanto tem que reduzir, em frente a colégios, hospitais e outros lugares que requerem redução de velocidade.

Para evitar problemas na troca de informações, João diz que utiliza o mesmo padrão de comunicação de rede veicular que define a faixa de frequência, taxa de transmissão e tamanho das mensagens, usado no mundo, o IEEE802.11p. Uma grande vantagem da rede veicular é que ela não sofre interferências de outras redes sem fio, como a rede WI-FI, porque funciona em faixa de frequência exclusiva e, portanto, o tráfego de dados é dependente somente do número de veículos dentro de uma determinada área. 

 Para a transmissão de dados durante o teste, os pesquisadores fixaram uma antena sobre o teto do automóvel

 

Fonte: http://www.coppe.ufrj.br/pt-br/planeta-coppe-noticias/noticias/coppe-desenvolve-tecnologia-para-comunicacao-entre-veiculos

Pela primeira vez aberta ao público em geral, a Coppe/UFRJ promove, no próximo dia 22 de junho, às 15 horas, uma visita virtual ao Atlas, o experimento que teve um importante papel na descoberta do bóson de Higgs - a chamada "partícula de Deus". Instalado no Cern, o maior laboratório de física de partículas do mundo, o Atlas foi concebido e desenvolvido com a contribuição de pesquisadores brasileiros, entre eles pesquisadores da Coppe, parceira do Cern desde 1988.

A partir das 14 horas, o Espaço Coppe disponibilizará ao público o nicho 8 da exposição Exploradores do Conhecimento, onde os visitantes poderão assistir a um vídeo da Nasa sobre o Big Bang e simular um choque de prótons em um protótipo do Atlas.

Flyer Face e Coppe

Saiba mais no Planeta Coppe Notícias: https://goo.gl/44BKdg

O diretor da Coppe/UFRJ, professor Edson Watanabe, recebeu em 22 de fevereiro de 2017, o Diploma de Honra ao Mérito, concedido pelo Consulado-Geral do Japão. O professor recebeu a condecoração junto com Joel Conceição Bressa da Cunha, da Sociedade Brasileira de Pediatria, pela contribuição ao desenvolvimento da relação nipo-brasileira, sobretudo no intercâmbio de bolsistas enviados ao Japão. Watanabe e Joel são os primeiros ex-bolsistas contemplados com a homenagem.

Nissei, o professor Watanabe cursou seu doutorado em Engenharia Elétrica pelo Tokyo Institute of Technology, concluído em 1981, mesmo ano em que ingressou na Coppe. O cônsul-geral Tsuyoshi Yamamoto destacou, por meio da Assessoria Cultural do Consulado, que o engajamento e a solicitude do professor contribuíram para um aumento no interesse de alunos da UFRJ pelo intercâmbio nas universidades japonesas.

"Sua pesquisa, estudo e carreira acadêmica reconhecida internacionalmente, elevou a reputação dos bolsistas do Rio de Janeiro. Sua ligação com o Japão sempre foi muito forte e ficamos orgulhosos de poder contar com sua experiência técnica e também com sua consideração a todos os bolsistas selecionados para viagem ao Japão. Seu trabalho de bastidores é admirável. Ele dá apoio moral fundamental para que o candidato se sinta confortável,especialmente nesse momento em que deixa sua casa no Brasil para esta experiência enriquecedora no Japão. Participou durante anos na seleção de Bolsa de Pesquisa, com imparcialidade e seriedade, contribuindo para a escolha de excelentes futuros bolsistas", reconheceu Yamamoto.

A cerimônia se realizou na residência do cônsul, e contou com a presença de sete novos bolsistas selecionados para estudarem no Japão, um deles, Guilherme Cavalcante Rubio, aluno de mestrado em Engenharia Elétrica na Coppe.

O professor do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ, Djalma Falcão, recebeu o diploma como Membro Titular da Academia Nacional de Engenharia (ANE), no dia, 24 de novembro de 2016. A cerimônia aconteceu, às 19 horas, no Auditório do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, localizado na Praça Barão de Ladário s/n, edifício 11 - Centro - Rio de Janeiro / RJ.


Na Coppe, 14 docentes são membros da ANE: Edson Watanabe, Eugenius Kaszkurewicz, José Carlos Pinto, Mauricio Tolmasquim, Liu Hsu, Luiz Bevilacqua, Luiz Pereira Caloba, Martin Schmal, Nelson Maculan Filho, Paulo Sergio Ramirez Diniz, Renato Cotta, Sandoval Carneiro Júnior, Segen Estefen, Walter Mannheimer. Outros docentes da Coppe, já falecidos, também fizeram parte da ANE, entre eles os professores Dirceu Velloso, Fernando Lobo Carneiro, Giulio Massarani e Cirus M. Hackenberg.


A ANE é uma associação sem fins lucrativos, sediada no Rio de Janeiro, que tem como missão preservar a memória da Engenharia nacional e homenagear grandes talentos da profissão. Também presta assessoria independente a governos, sociedade e indústria, em relação às grandes e complexas questões da Engenharia, Ciência e Tecnologia.


Sobre o professor


Djalma M. Falcão é M.Sc. pela Coppe (1973) e Ph.D. pela Universidade de Manchester, Reino Unido(1981).  Desde 1974 é professor do Programa de Engenharia Elétrica da COPPE/UFRJ, onde atualmente é Professor Titular. Até o momento, orientou 34 teses de doutorado e 52 dissertações de mestrado, publicou cerca de 200 artigos técnicos, e coordenou e participou de vários projetos com empresas do setor elétrico brasileiro.


Atuou como pesquisador visitante na Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA (1991 a 1993) e Assistente da Presidência da Eletrobrás (2003 a 2004), junto à Diretoria do Cepel. Em 1971 recebeu os títulos de Engenheiro Eletricista pela UFPR e em2004 foi elevado à categoria de Fellow do IEEE.


Mais informações sobre a Academia Nacional de Engenharia podem ser obtidas no site da instituição

 

 

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