A Coppe/UFRJ e a Audio Engineering Society (AES), seção Brasil, promovem dias 17 e 18 de novembro o Encontro Regional de Engenharia de Áudio no Rio de Janeiro. Com palestras, cursos e outras atividades voltadas para o aprimoramento de profissionais e estudantes de áudio, o evento será realizado no auditório da Coppe, no Centro de Tecnologia 2 (CT2), na Rua Muniz Aragão, 360, Cidade Universitária.

Os encontros promovidos pela AES, que reúne os maiores especialistas de Engenharia de Som do mundo, têm como objetivo apresentar técnicas modernas e avançadas aos estudantes e profissionaisde áudio. Para esta edição na Coppe, estão programadas mais de 15 sessões com especialistas em diferentes áreas do áudio,proporcionando aprendizado e interação com profissionais em atividade. Entre os temas a serem abordados estão som e composição, projeto de estúdios, restauração de gravações, processamento de linguagem, ensino e pesquisa de áudio, saúde auditiva e áudio forense.

O professor do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe, Luiz Wagner Biscainho, um dos coordenadores do evento, diz que a crescente demanda por profissionais nesta área se dá, principalmente, pela expansão de setores como entretenimento, cultura e telecomunicações, com ênfase nas mídias digitais. Na Coppe, o professor lidera o Grupo de Processamento de Áudio, um dos poucos do país voltado para qualificação de pessoal e pesquisas com ênfase em processamento digital. Nesta linha, Luiz Biscainho tem orientado estudos que vão desde avaliação e restauração da qualidade desom até análise do conteúdo de gravações musicais, passando por localização acústica de dispositivos móveis,entre outros temas.

Minicurso (dias 17 e 18) e Evento especial (dia 19)

Ao final dos dois primeiros dias, será ministrado um minicurso em edição de som para vídeo oferecido pela empresa ProClass. No dia 19 (sábado) haverá um evento especial no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói, com o tema “áudio e trilhas musicais na TV”. Assim como os minicursos, o evento do MAC tem vagas limitadas em função do local de realização, e os interessados em participar deverão se manifestar no procedimento de inscrição.Somente os participantes inscritos nos dois dias do evento, 17 e 18, poderão participar do minicurso e do evento especial.

O evento especial no MAC contará com a participação de Clemente Zular, que falará sobre gravação de trilhas orquestrais, e de Tim Rescala, que abordará Música sinfônica para TV. Ambos falarão sobre o trabalho que realizaram para as novelas Velho Chico e Meu Pedacinho de Chão e para a minissérie Dois Irmãos, todas da TV Globo. O MAC fica no Mirante da Boa Viagem, s/nº, Boa Viagem, Niterói.


Confira a programação completa e outras informações no site do evento:

http://aesbrasil.org/encontros-regionais-2/encontro-regional-de-engenharia-de-audio-rio-de-janeiro

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Professor José Manoel Seixas apresenta aos alunos do Pedro II as contribuições da Coppe ao CERN

  

Cerca de 40 alunos do terceiro ano do ensino médio do Colégio Pedro II, unidade Duque de Caxias, participaram, dia 15 de setembro, na Coppe/UFRJ, da primeira de uma série de visitas virtuais ao Atlas, experimento instalado no maior laboratório de física de partículas do mundo: o CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear). Composto por detectores de partículas, o Atlas teve um importante papel na descoberta do bóson de Higgs - a chamada "partícula de Deus", uma das mais complexas pesquisas desenvolvidas pelo CERN que visa decifrar a origem do universo. O protocolo www, que resultou na popularização da Internet, é outro exemplo de experimento realizado no CERN, com forte componente tecnológico.

A primeira visita começou com uma breve apresentação do professor da Coppe, José Manoel Seixas, um dos coordenadores da equipe brasileira que participa da colaboração internacional que desenvolve e opera o Atlas. Seixas falou sobre a física de partículas, o papel do Atlas, os objetivos do CERN e a contribuição da Coppe nas pesquisas. Em seguida, os alunos participaram da visita virtual ao Atlas, em tempo real, guiados pelo pesquisador Denis Damásio, ex-aluno da Coppe, que se encontra no centro de pesquisa europeu, na Suiça. Ao final da transmissão, entusiasmados com tudo o que viram e ouviram, os alunos do Pedro II agradeceram com aplausos.

A Coppe possui uma longa parceria com o CERN, iniciada em 1988. Seus pesquisadores projetaram e operam um dos mais importantes detectores que compõem o Atlas, maior experimento de detecção de partículas em funcionamento no planeta. Também atuam no sistema de filtragem online, que é responsável por separar a informação cientificamente relevante, na vastidão de dados coletados a partir das colisões de partículas. 

Promovida pelo Espaço Coppe Miguel de Simoni, a série de visitas programadas acontecem sempre às quintas-feiras. O roteiro inicia no nicho 8 da exposição “Exploradores do Conhecimento”, que apresenta o tema “A recriação do começo dos tempos”, e termina na tenda Lobo Carneiro, com a visita virtual ao centro de pesquisa europeu. A exposição Exploradores do Conhecimento está instalada no Espaço Coppe, que fica no Bloco I 2000, Centro de Tecnologia da UFRJ, Cidade Universitária. As escolas interessadas podem se inscrever pelo email: andreia [DOT] espaco [AT] adc [DOT] coppe [DOT] ufrj [DOT] br. Confira o calendário de visitas das escolas até o final do ano de 2016.

 

Para que serve a Física?

O estudante Jorge Luis Alves, 18 anos (foto), que deseja cursar Física ou Engenharia Eletrônica, saiu da experiência entusiasmado. “A palestra foi melhor do que eu imaginava. Eu já tinha lido sobre física de partículas, mas foi superficial. Ver o pesquisador lá no próprio CERN, mostrando as instalações do laboratório... e a explicação sobre software foi sensacional", elogiou Jorge, que a exemplo de sua colega Luiza pensa em cursar Física, embora ainda cogite a hipótese de tentar Engenharia.

Para Leonardo Prata, professor de Física do Colégio Pedro II, que conduziu os alunos na visita à Coppe, esta foi uma oportunidade única para os alunos verem como se faz ciência e quem a faz. "Em sala de aula a gente fala de coisas teóricas, por mais que diversifique o material utilizado. E sempre surge a pergunta do aluno: 'pra quê serve isso na minha vida?', ainda mais em uma disciplina como a Física", contou Leonardo.

 "Toda essa tecnologia usada em aceleradores de partícula de alguma forma volta para a sociedade. Os alunos podem sentir o que lhes espera na graduação. O professor pode concatenar e discutir problemas mais específicos. A física tem uma importância muito grande que passa despercebida e nesse mundo com cada vez mais informação você tem que focar", explicou o professor Leonardo Prata.

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Segundo o professor Seixas, a atividade promovida pela Coppe proporciona uma complementação à formação pedagógica dos estudantes. “Os currículos do ensino médio ainda não foram atualizados de modo a contemplar a moderna física de partículas. Alguns currículos acadêmicos não incorporaram ainda o estudo das partículas subatômicas", afirmou o professor.

Para a aluna de Ciência da Computação na UFRJ, Luiza Coelho, 18 anos (foto), a visita foi estimulante porque permite aos alunos verem a física na prática. "Algumas dúvidas que eu tinha foram respondidas. Dificilmente eu vou ter outra oportunidade para ver e falar com alguém que trabalha no CERN", afirmou Luiza, que faz iniciação científica."Há uma briga antiga para incluir física moderna nos currículos, travada durante a discussão dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). A gente tem que cumprir todo aquele programa tradicional. Queremos incluir, mas a grade é muito engessada", lamenta o professor Leonardo.

Os alunos ficaram impressionados com números relativos ao laboratório. Maior colisor de partículas do mundo, o LHC (Large Hadron Collider) ocupa no CERN um túnel circular de 27 km de extensão e opera sob uma temperatura de apenas 1,7º K, mais fria que a temperatura média do universo e próxima ao zero absoluto, a temperatura mais fria possível. Já o Atlas – o maior detector de partículas do LHC,  que conta com a colaboração da Coppe desde sua concepção- tem 22 metros de altura, 44 metros de comprimento e pesa 7 mil toneladas.

 

Da Suíça para o Rio

Os alunos do Pedro II conversaram, por videoconferência, com o pesquisador Denis Damásio, no Atlas Visitor Center. Doutor em Engenharia Elétrica formado pela Coppe, Damásio é pesquisador no Laboratório Nacional de Brookhaven (EUA) e está lotado no CERN, desde 2005.

O pesquisador mostrou diversas imagens das instalações do Atlas e explicou como se dá o processo de aceleração e colisão de partículas. Segundo Damásio, os feixes de partículas geram 40 milhões de colisões por segundo, mas a maior parte destas gera fenômenos físicos já conhecidos e que, portanto, não interessam aos pesquisadores. 

Os alunos aproveitaram a oportunidade para fazer várias perguntas. As questões variaram de objetivos gerais do laboratório a curiosidades específicas sobre a relação entre a baixíssima temperatura, que garante a supercondutividade, e a energia cinética das partículas em aceleração, bem como a energia da corrente elétrica utilizada (13 mil ampères) ou as linguagens de programação utilizadas pelo software desenvolvido por Damásio (C++ e Pyton).

O professor Seixas contou aos estudantes que Dênis era um jovem que morava em Cabo Frio antes de fazer vestibular para Engenharia e ser aprovado para a UFRJ. "Vocês podem seguir essa trajetória e se tornarem pesquisadores do CERN. Não é um caminho impossível. Há muitos pesquisadores jovens por lá e no futuro podem ser vocês", incentivou.

 


A expressiva contribuição brasileira

Atualmente, 138 pesquisadores brasileiros trabalham no CERN, quase o mesmo número que a China (150), mais que o número total de todos os países da América Latina, incluindo o México (112) e o dobro de Israel (64), um dos países que mais investem em ciência no mundo.

A Coppe possui uma longa parceria com o CERN, iniciada em 1988. Seus pesquisadores colaboraram na concepção e desenvolvimento do calorímetro, um dos detectores do Atlas, maior experimento de detecção de partículas em funcionamento no planeta. O calorímetro é capaz de medir a energia produzida pelos subprodutos da colisão dos detectores.

 “Posteriormente, os pesquisadores da Coppe passaram a atuar na chamada filtragem online, que busca separar a informação nova e cientificamente relevante de dados já conhecidos ou inúteis”, informou o professor Seixas, que juntamente com o professor Fernando Marroquim, do Instituto de Física da UFRJ, coordena a participação do Brasil no CERN.

A Coppe também é responsável por 90% dos sistemas de engenharia de software que dão apoio à coordenação técnica do Atlas, rastreando os equipamentos que passam por manutenção, inclusive aqueles que estiveram expostos à radioatividade, e acessando as informações dos milhões de componentes do Atlas, otimizando o processo de trabalho e alocando recursos técnicos e humanos de maneira eficaz.

Segundo o professor Seixas, os investimentos feitos para que o Brasil participe do projeto têm repercussões positivas para a economia nacional, "uma vez que geram demanda para a indústria brasileira produzir tecnologia de ponta e lhe confere credibilidade no mercado internacional por fornecer bens e serviços a um dos laboratórios mais sofisticados do mundo".

 

http://www.coppe.ufrj.br/pt-br/planeta-coppe-noticias/noticias/alunos-do-pedro-ii-participam-na-coppe-de-visita-virtual-ao-cern

prof. liu hsu 23 08 06 7O periódico International Journal of Adaptive Control and Signal Processing prestou uma homenagem ao professor do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ, Liu Hsu, pelo seu 70º aniversário. No editorial da edição de julho de 2016 intitulado "From adaptive control to variable structure systems – seeking harmony", “(…) os autores Leonid Fridman, Romeo Ortega e Tiago Roux Oliveira destacaram pesquisas marcantes desenvolvidas pelo professor da Coppe nas áreas de teoria do controle adaptativo, incluindo a prova da existência do fenômeno de surto (bursting) causado pela modificação sigma no Controle Adaptativo por Modelo de Referência (MRAC). Hsu também desenvolveu um filtronotch adaptativo, globalmente estável, para determinar online a frequência de um sinal senoidal de amplitude desconhecida com resultados práticos em uma larga variedade de aplicações em engenharia. E com a participação de co-autores resolveu  um problema de longa data de controle MRAC multivariável, ressalta o editorial.” 

Os autores também destacaram que colegas, colaboradores e ex-alunos de vários países reconhecem as extraordinárias contribuições do professor e pesquisador ao longo de sua carreira. “Muitos se beneficiaram do seu apoio e foram inspirados pela sua visão, originalidade, humanidade e erudição. De maneira discreta e modesta, Liu Hsu compartilhou suas riquezas intelectuais com todos nós. Sua notável carreira acadêmica servirá como modelo para muitas gerações de pesquisadores e educadores na área".

Doutor em Ciências Físicas pela Université Toulouse III (Paul Sabatier). Liu Hsu ingressou na Coppe, em 1975, no Programa de Engenharia Mecânica, onde permaneceu até 1983, quando pediu transferência para o Programa de Engenharia Elétrica. Hsu recebeu da instituição o "Prêmio Mérito Acadêmico 2000".   É membro da Academia Brasileira de Ciências e  recebeu a Grã Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico (2008), e já orientou 46 dissertações de mestrado e 22 teses de doutorado.

Leia o artigo na íntegra: From adaptive control to variable structure systems – seeking harmony : Special issue devoted to 70th birthday of Professor Liu Hsu

Saiba mais sobre o professor Liu Hsu, na seção Perfil do Planeta Coppe.

fachada coppeA Coppe/UFRJ teve 20 professores contemplados nos programas da Faperj: 12 no Programa Cientista do Nosso Estado e oito no Programa Jovem Cientista. Ao todo, a Faperj está concedendo 279 bolsas nos editais de 2016 para ambos os programas, resultando em um investimento total de cerca de R$ 25 milhões para os próximos três anos.

A UFRJ é a instituição com o maior número de docentes (91) contemplados pelos programas, seguida pela UFF (35).  Das unidades da UFRJ, a Coppe é a instituição que obteve o maior número de bolsas (20), seguida pelo Instituto de Biofísica (8), pelo Instituto de Ciências Biomédicas (7) e pelo Instituto de Microbiologia (7).

Confira a relação dos docentes da Coppe contemplados e suas respectivas pesquisas:

 

 

Cientistas do Nosso Estado

Antonio Mauricio Ferreira Leite Miranda de Sá – Utilização da foto-estimulação intermitente em estudos neurofisiológicos e para aplicações em interfaces cérebro-computador.

Carmen Lucia Tancredo Borges – Estimação do Potencial de Geração Solar Fotovoltaica utilizando Séries de Irradiância Sintetizadas a partir de Imagens de Satélites.

Eduardo de Moraes Rego Fairbairn – Desenvolvimentos e novos desafios dentro do quadro termo-químico-mecânico de modelagem do concreto: aplicações a estruturas dos setores elétrico e de petróleo.

Fernando Artur Brasil Danziger – Ensaios In Situ, Instrumentação e Fundações.

Luis Marcelo Marques Tavares – Modelagem e simulação avançada da cominuição: inovação no projeto e otimização de britadores e moinhos.

Luiz Henrique de Almeida – Estudo do fenômeno de fratura intergranular assistida poroxidação em superligas de níquel 718.

Marcelo Martins Werneck – Nanossensores a fibra óptica para monitoramento de h2s para aplicação na área do pré-sal.

Oscar Rosa Mattos –  Desenvolvimento e uso de novas técnicas eletroquímicas no estudo da corrosão nas indústrias de óleo e gás.

Paulo Fernando Ferreira Frutuoso e Melo – Análise da Confiabilidade e de Sensibilidade de Sistemas de Proteção de Plantas Industriais Considerando Envelhecimento e Falhas de Causa Comum.

Richard Magdalena Stephan– Implantação do Projeto Maglev-Cobra  no Campus da UFRJ

Romildo Dias Toledo Filho – Materiais Cimentícios Avançados, Inteligentes e Sustentáveis para a Construção Civil.

Rossana Mara da Silva Moreira Thiré – Aplicação de Novas Tecnologias e/ou Novos Materiais para a Fabricação por Impressão 3D de Arcabouços para a Regeneração de Tecidos Ósseos.

Jovens Cientistas do Nosso Estado

Franciane Conceição Peters – Novas Metodologias para inversão de dados sísmicos

Franklin de Lima Marquezino – Algoritmos quânticos: desenvolvimento, análise e aplicações.

Gabriela Ribeiro Pereira – Inspeção e Caracterização de Aços Inoxidáveis Duplex e Super duplex Por Ensaios Não-destrutivos Magnéticos.

João Paulo Bassin– Desenvolvimento e aplicação da tecnologia de lodo granular aeróbio em condições de clima tropical visando o tratamento descentralizado de esgoto sanitário.

Juliana Braga Rodrigues Loureiro – Escoamentos Turbulentos em Geometrias Complexas: Análise das Condições de Parede.

Oumar Diene– Controle e Gerenciamento de Energia em Redes Elétricas Inteligentes com Fontes Intermitentes de Energia.

Pedro Braconnot Velloso – Desafio: distribuição eficiente e segura de informação em internet das coisas.

Tatiana Mariano Lessa De Assis – Segurança Dinâmica de Sistemas de Distribuição Ativos.

 

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