O Maglev-Cobra, o trem de levitação magnética da Coppe/UFRJ, inicia nesta terça-feira, dia 17/01, a temporada oficial de visitações em 2017. Uma boa oportunidade para crianças e jovens estudantes, em férias, conhecerem a tecnologia e levitarem no veículo do futuro.

Abertas ao público, as viagens demonstrativas são e realizadas, todas às terças-feiras, em dois horários: 11 às 12h e 14 às 15h. Os interessados em testar a tecnologia devem se dirigir à estação do Centro de Tecnologia da UFRJ, que fica no segundo andar do Bloco I-2000 (altura do Bloco H), na Av. Horácio Macedo, 2030, Cidade Universitária. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail lasup [AT] dee [DOT] ufrj [DOT] br

Em fevereiro o Maglev completará um ano de testes bem-sucedidos. Até o momento, o veículo já transportou 4.200 pessoas, em cerca de 550 viagens de ida e volta, entre as estações dos Centros de Tecnologia I e II da UFRJ, comprovando a eficiência, confiabilidade e segurança da tecnologia.

Atualmente, na linha experimental o veículo transporta 10 passageiros por viagem e circula a uma velocidade de 10 km/hora. No futuro, em escala comercial, poderá conectar módulos extras, de 1,5 metro de comprimento cada, aumentando a capacidade do veículo, que, em percursos mais longos, pode chegar a velocidade de 100 km/h.

Desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup) da Coppe, sob a coordenação do professor Richard Stephan, o Maglev-Cobra é um veículo compacto e leve que se desloca silenciosamente sobre trilhos imantados, sem emitir poluentes. A linha experimental construída na Cidade Universitária é alimentada por quatro painéis de energia solar fotovoltaica.

Planejado para ser uma alternativa de transporte em centros urbanos, o Maglev-Cobra levita sobre esbeltas passarelas suspensas que não competem pelo já reduzido espaço das grandes cidades e cuja construção dispensa as caras e impactantes obras civis dos metrôs e trens de superfície convencionais. Além de ser eficiente do ponto de vista ambiental, é economicamente vantajoso. O custo de implantação por quilômetro é de cerca de 1/3 do valor necessário para implantação de um metrô subterrâneo na mesma extensão.

A expectativa é de que o veículo obtenha a certificação e que, em 2020, entre em operação em uma linha de 5 km, na Cidade Universitária, ligando a Estação de BRT Aroldo Melodia ao Parque Tecnológico, conforme previsto no Plano Diretor da UFRJ. No futuro, a linha poderá ser expandida, fazendo a conexão entre os aeroportos Galeão e Santos Dumont.

 

http://www.coppe.ufrj.br/pt-br/planeta-coppe-noticias/noticias/maglev-cobra-inicia-nova-temporada

O Programa de Engenharia Elétrica (PEE) da Coppe/UFRJ celebrou seus 50 anos na última sexta-feira, 9 de dezembro, com um workshop em que decanos do Programa relembraram episódios marcantes dessas cinco décadas e discorreram sobre projetos inovadores desenvolvidos em seus laboratórios.

A excelência acadêmica do PEE foi apresentada em números pelo coordenador do Programa, professor Luís Henrique Maciel Kosmalski Costa, que destacou a qualidade do corpo docente. Dos 47 professores do quadro permanente - além dos cinco colaboradores-, 31 docentes têm bolsas de produtividade em pesquisa (PQ) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq): 20 deles com nível 1, oito com nível 1A e um pesquisador sênior. Além disso, o Programa conta com dois professores eméritos da UFRJ, dois membros da Academia Brasileira de Ciências, três fellows do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), 11 Cientistas do Nosso Estado, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), e cinco membros da Ordem Nacional do Mérito Científico.

O professor Luiz Henrique destacou ainda que, atualmente, docentes do Programa dirigem a Coppe (Edson Watanabe), a Escola Politécnica (João Carlos Basílio) e o Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social - Nides (Walter Suemitsu).

A história do Programa, no qual já foram defendidas 345 teses de doutorado e 1.227 dissertações de mestrado, foi contada pelos professores Luiz Calôba, Djalma Falcão e Edson Watanabe, que relembraram suas próprias trajetórias acadêmicas e destacaram a atuação de colegas como Amit Bhaya, Afonso Celso, Eugenius Kaskurewicz, Carlos Portela e Sandoval Carneiro.

"Temos no Programa diversos professores que vão além de ensinar. Eles qualificam engenheiros que vão ser capazes de caminhar por conta própria. Talvez nem se deem conta de quão bons são em formar recursos humanos", elogia Watanabe. "A gente tira o sangue dos alunos. Não mata, mas esfola. O bom professor tira o sangue dos alunos e eles saem felizes", brinca o diretor da Coppe.

Mestres e doutores nos quadros do setor elétrico brasileiro

Nelson Martins, assistente da diretoria geral do Centro de Pesquisa da Eletrobras, o Cepel, enalteceu a longa parceria mantida entre a Eletrobras, o Cepel e a Coppe. "A decisão do então ministro Dias Leite de manter o Cepel na Ilha do Fundão foi importantíssima. Essa proximidade com a Coppe foi fundamental para a formação dos nossos quadros", afirma. Segundo Nelson, de 1976 até hoje a Coppe formou 200 mestres e 100 doutores com bolsas do Cepel. Os professores Edson Watanabe e Djalma Falcão foram os docentes que mais orientaram pesquisadores do Cepel. Watanabe orientou 15 mestres e oito doutores, e Djalma orientou 16 mestres e seis doutores. "O professor Portela orientou praticamente toda a área de alta energia e alta tensão do Cepel", ressaltou.

Na parte da tarde, o evento - organizado pelos professores Luiz Henrique Costa e José Gabriel Gomes - foi dedicado a palestras que abordaram a constituição de linhas de pesquisa que resultaram em tecnologias inovadoras e produtos colocados a serviço da sociedade. O professor Liu Hsu discorreu sobre a aplicação prática do conhecimento em controle, automação e robótica, que culminou nos três robôs criados pela Coppe: Luma, Dóris e Diane.

O professor Richard Stephan, por sua vez, abordou a trajetória das pesquisas por ele coordenadas no Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup), as quais resultaram no desenvolvimento do Maglev-Cobra, o trem de levitação magnética da Coppe, que é o mais avançado projeto no mundo a utilizar a supercondutividade voltada para o transporte.

O diretor da Coppe/UFRJ, professor Edson Watanabe, receberá o título de Fellow do Institute of Electrical and Electronic Engineers (IEEE).  Criado em 1884, o IEEE é uma sociedade internacional que reúne cerca de 400 mil integrantes das áreas de engenharia elétrica, eletrônica, computação e telecomunicações, que atuam em cerca de 160 países. Mediante uma rigorosa avaliação, o IEEE concede anualmente o título de Fellow a não mais que 0,1% de seus associados.


Membro do corpo docente do Programa de Engenharia Elétrica (PEE) da Coppe, o professor Watanabe ingressará, a partir de janeiro de 2017, neste seleto grupo do qual já fazem parte os professores da Coppe Djalma Falcão, Paulo Sérgio Diniz e Sandoval Carneiro Jr. Também era membro Fellow do IEEE o professor Carlos Portela, falecido em 2010.

Sobre o professor

Professor Titular da UFRJ e diretor da Coppe desde setembro de 2015, Edson Watanabe é mestre em Engenharia Elétrica pela Coppe (1976) e doutor em Engenharia Elétrica pelo Tokyo Institute of Technology, Japão (1981).

Pesquisador nível 1A do CNPq, foi agraciado com a Ordem Nacional do Mérito Científico, no Grau de Comendador, em 2005, com o Nari Hingorani IEEE PES FACTS Award, em 2013, e recebeu o Prêmio João Chrisóstomo Cardoso, do Instituto de Química da UFRJ, em 2002. É Cientista do Nosso Estado da Faperj.

Ingressou no Programa de Engenharia Elétrica da Coppe em 1981, onde foi coordenador, de 1983 a 1985.  Foi membro do CEPG, de 1993 a 2001, assessor da Pró-Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa da UFRJ, de 1995 a 2004. Na Coppe foi vice-diretor, de 2013 a 2015, e diretor de Assuntos Acadêmicos, de 2007 a 2013. Até o momento, orientou 51 dissertações de mestrado e 23 teses de doutorado, possui 212 trabalhos publicados em congressos científicos e 56 artigos em periódicos e é autor de 4 livros e de 3 capítulos em livros publicados no Brasil e no exterior.

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