inova-tec.jpgHoje foi implementado o projeto do INOVA-TEC, uma iniciativa da CNI em conjunto com o CNPq:
 
http://cnpq.br/web/guest/noticiasviews/-/journal_content/56_INSTANCE_a6MO/10157/5889537
http://www.portaldaindustria.com.br/iel/canais/inova-tec/
http://www.sistemaindustria.org.br/emailmarketing/cni/2017/novembro/inovatec/inovatec.pdf
 
A TWIST, empresa nativa da COPPE, que saiu do LPS/PEE, foi pra incubadora da COPPE e, agora, se encontra no Parque, eh a nossa parceira.  O programa vai na direção de um dos pilares da COPPE, no que tange a relação com a industria e mapeamento das tecnologias que desenvolvemos em sistemas e processos inovadores.  No caso, o projeto eh no topico de Qualidade de Dados, tema que temos desenvolvido a partir do CERN, gerando boas aplicações na saúde e na Petrobras.  A TWIST tambem nasceu de projetos com o CERN.  
Segundo relato, a TWIST eh a unica representante carioca no programa.

 

O artigo "SINFONIA: Gerenciamento Seguro de Funções Virtualizadas de Rede através de Corrente de Blocos" de co-autoria de Gabriel A. F. Rebello, Igor Drummond Alvarenga, Igor Jochem Sanz e Otto Carlos M. B. Duarte  foi selecionado como o melhor artigo do I Workshop em Blockchain: Teoria, Tecnologias e Aplicações (WBlockchain'2018) do XXXVI Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos (SBRC'2018). O SINFONIA é um sistema baseado em correntes de blocos (blockchain) para prover segurança a redes virtualizadas, garantindo a auditabilidade, o não repúdio e a integridade das operações de orquestração. O sucesso do trabalho é fruto da pesquisa realizada pela equipe do Grupo de Teleinformática e Automação (GTA/UFRJ).
Para mais informações sobre o SINFONIA, acesse https://www.gta.ufrj.br/sinfonia. Para o artigo completo e publicações relacionadas, acesse https://www.gta.ufrj.br/publicacoes.

Um sistema de filtragem online de elétrons desenvolvido por pesquisadores da Coppe/UFRJ foi escolhido como referência para ser utilizado pelo Atlas, experimento de detecção de partículas instalado no Cern, o laboratório que investiga a origem do universo. Denominado Neuralringer, o sistema possibilitará novas descobertas com menor custo financeiro para o Cern, que no momento está ampliando o número de choques entre prótons para aumentar os eventos físicos, essenciais à investigação e descoberta de possíveis novas partículas.

O sistema desenvolvido no Brasil permite decidir a cada 10 milissegundos quais informações reter dentre os mais de 60 Terabytes de informação geradas a cada segundo nas passagens de feixes de partículas conduzidas no laboratório. Os pesquisadores do Cern querem aumentar o número de eventos por colisão de 25 para 200, até 2024, o que aumentaria exponencialmente o volume de dados de interesse científico gerados. Criado dentro do conceito de redes neurais, o Neuralringer permite encontrar as "agulhas" (eventos físicos de interesse) neste "palheiro" que não para de crescer.

“A expectativa para 2018 é que o número de eventos por colisões salte de 25 para 88, sendo fundamental a calibração do algoritmo para a reconstrução dos eventos selecionados pela filtragem online, uma etapa muito importante da calorimetria”, ressalta o professor de Engenharia Elétrica da Coppe, José Manoel de Seixas, coordenador da equipe brasileira no Atlas.

No último mês de dezembro, um projeto de pesquisa visando o aperfeiçoamento do algoritmo do Neuralringer foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil (COFECUB). O edital prevê o intercâmbio de pesquisadores da Coppe, da Université Paris VI (Pierre e Marie Curie) e da Université Clermont-Ferrand (Blaise Pascal), com duração de quatro anos (de 2018 a 2021). 

O Atlas, que em outubro de 2017 completou 25 anos de existência, tem tido um importante papel em descobertas recentes. Foi realizada no Atlas a pesquisa que  detectou, pela primeira vez em um experimento com alta energia, o fenômeno da dispersão da luz pela luz, previsto pela teoria quântica, porém negado pela teoria eletromagnética. O experimento também teve uma relevante contribuição na descoberta do bóson de Higgs - a chamada "partícula de Deus". A comprovação da existência desta partícula rendeu aos cientistas Peter Higgs e François Englert o Prêmio Nobel de Física de 2013.

Sistema brasileiro reduz entre 2 a 6 vezes a demanda por processamento de dados 


Segundo o professor Seixas, a grande vantagem do Neuralringer é que a filtragem, realizada online, já possibilita decidir se a informação é potencialmente útil, reduzindo a demanda computacional para coletar e preservar este enorme volume de informação. O sistema desenvolvido na Coppe também poupa muitos recursos de filtragem online, porque ele reduz entre 2 a 6 vezes a demanda por processamento de dados, dependendo da região do detector e da energia. "Se você jogar fora uma informação gerada neste processo, você nunca mais irá resgatá-la, por isso a filtragem é um processo de escolha muito sensível e muito importante", alerta Seixas.
 

De acordo com o professor Seixas, o processo de reconhecimento de partículas se dá por reconhecimento de padrão. Ao multiplicar o número de colisões, o volume de informações aumentaria exponencialmente, exigindo a ampliação da "farm", jargão utilizado pelos pesquisadores referindo-se aos milhares de computadores utilizados para processar milhões de informações geradas pelo Atlas.
 

"Estamos desenvolvendo esse sistema, baseado em redes neurais, desde 1991. Ele engloba vinte redes neurais que operam simultaneamente para cada seção do detector de partículas, permitindo o uso mais eficiente do calorímetro (absorve a energia das partículas), e menor utilização do tracking, seção do Atlas que exige mais capacidade computacional”, explica Seixas.
 


Contribuição brasileira no Atlas
 

A equipe de pesquisadores brasileiros atua no Atlas com eletrônica embarcada, com 16 camadas de circuitos impressos, instalados no hardware, que são produzidos no Brasil, tendo sido projetados e testados na Coppe, em colaboração com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Também trabalha na filtragem online de alto nível (HLT - high level trigger).
 

"O HLT tem dois mil computadores com core quádruplo. Ao todo, são oito mil núcleos operando simultaneamente. Como o sistema reduz a necessidade de ampliação da farm, deixa-se de comprar até dez mil computadores com core quádruplo. Uma economia que pode chegar a 80 mil dólares", esclarece o professor.
 

Com 22 metros de altura, 44 metros de comprimento e 7 mil toneladas, o Atlas é o maior dentre os conjuntos de detectores de partículas que atuam no Large Hadron Collider (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, com 27 km de extensão. Estes enormes equipamentos estão á disposição da comunidade científica internacional no Cern (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), o mais importante laboratório de física de partículas do mundo, responsável pelo desenvolvimento do protocolo www, aceito internacionalmente como padrão para navegação na internet, e pela descoberta do bóson de Higgs, conhecida como "a partícula de Deus", a qual permite que matéria tenha massa.
 


Coppe e Cern: três décadas de parceria
 

A parceria entre a Coppe e o Cern começou há três décadas, com a participação de alguns de seus pesquisadores no desenvolvimento de circuitos analógicos e digitais para o calorímetro Spacal. Em 1988, um grupo formado pelos professores da Coppe, Zieli Dutra, Luiz Calôba, e Jano Moreira, visitou pela primeira vez as instalações do Cern, na Suíça. A partir de então ficou estabelecida à parceria mantida até hoje com vários projetos comuns. Também participou da visita o professor Fernando Marroquim, do Instituto de Física (IF/UFRJ).

 

http://www.coppe.ufrj.br/pt-br/planeta-coppe-noticias/noticias/atlas-adota-sistema-desenvolvido-pela-coppe

O Trem de Levitação Magnética (Maglev-Cobra) da Coppe/UFRJ deu início à sua terceira temporada de testes abertos ao público. Para os interessados em levitar no veículo, as viagens demonstrativas são realizadas, todas às terças-feiras, entre 11 e 15 horas.  Basta se dirigir à estação do Centro de Tecnologia da UFRJ, que fica no segundo andar do Bloco I-2000 (altura do Bloco H), na Av. Horácio Macedo, 2030, Cidade Universitária.

Além da experiência, os passageiros receberão um ticket que dá direito a uma sobremesa no restaurante Notório Sabor, no CT2. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail lasup [AT] dee [DOT] ufrj [DOT] br.

Em fevereiro de 2018, o Maglev completou dois anos de testes bem-sucedidos, com mais de 9 mil passageiros transportados. As viagens abertas ao público comprovaram a eficiência, confiabilidade e segurança da tecnologia, que já despertou, inclusive, o interesse dos chineses. A certificação do veículo é o próximo passo para viabilizar a transferência da tecnologia, a fabricação do produto em escala industrial e a sua colocação no mercado.

Sobre o veículo

O Maglev -Cobra é o primeiro veículo no mundo a transportar passageiros utilizando a tecnologia de levitação magnética por supercondutividade. A Alemanha e a China também já fazem experiências com essa mesma tecnologia, mas os seus projetos ainda se encontram em fase de testes em laboratório. Ainda não foram implantadas linhas de teste nestes países. O projeto da Coppe está no nível 6 da escala de evolução utilizada pela Nasa (TRL - Technology Readiness Level), para medir o grau de amadurecimento de uma nova tecnologia. A escala TRL vai até o nível 9, quando o produto está pronto para ser posto à disposição da sociedade, comercialmente.

Desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup) da Coppe, sob a coordenação do professor Richard Stephan, o Maglev-Cobra é um veículo compacto e leve que se desloca silenciosamente sobre trilhos imantados, sem emitir poluentes. A linha experimental construída na Cidade Universitária é alimentada por quatro painéis de energia solar fotovoltaica.


Planejado para ser uma alternativa de transporte em centros urbanos, o Maglev-Cobra levita sobre esbeltas passarelas suspensas que não competem pelo já reduzido espaço das grandes cidades e cuja construção dispensa as caras e impactantes obras civis dos metrôs e trens de superfície convencionais. Além de ser eficiente do ponto de vista ambiental, é economicamente vantajoso. O custo de implantação por quilômetro é de cerca de 1/3 do valor necessário para implantação de um metrô subterrâneo na mesma extensão.

A expectativa é de que o veículo obtenha a certificação e que, em 2020, entre em operação em uma linha de 5 km, na Cidade Universitária, ligando a Estação de BRT Aroldo Melodia ao Parque Tecnológico, conforme previsto no Plano Diretor da UFRJ. No futuro, a linha poderá ser expandida, fazendo a conexão entre os aeroportos Galeão e Santos Dumont.

 

http://www.coppe.ufrj.br/pt-br/planeta-coppe-noticias/noticias/maglev-cobra-inicia-terceira-temporada

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